Sistema de abastecimento de água aos municípios

 

O sistema de gestão e abastecimento de água da ilha da Madeira compreende uma série de sistemas e infra-estruturas de captação, produção, tratamento, transporte, distribuição em alta e aproveitamento hidroeléctrico.

 

Mapa Interactivo dos Sistemas de Abastecimento - Ilha da Madeira
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Principais infra - estruturas

  • 4 Galerias de captação de água
  • 23 Furos de captação de água
  • 18 Outras origens de água (nascentes/captações superficiais)
  • 11 Estações de tratamento de água
  • 23 Estações de cloragem
  • 2 Centrais hidroelétricas (mini-hídricas)
  • 24 Estações elevatórias
  • 1 Lagoa de armazenagem
  • 50 Reservatórios de armazenagem
  • 235 km de rede adutora
  • 125 km de rede de distribuição

 

 

Conheça melhor algumas das principais Estações de Tratamento de Água da ARM na Madeira, bem como alguns sistemas associados:
O sistema de gestão e abastecimento de água da ilha do Porto Santo compreende uma série de sistemas e infra-estruturas de captação, produção, tratamento, transporte e distribuição em alta.

 

Central Dessalinizadora do Porto Santo

A Central Dessalinizadora está localizada no centro da cidade do Porto Santo, junto ao cais e é a única origem de água potável com qualidade utilizada para o abastecimento público, sendo esta produzida a partir da água salgada por intermédio de unidades de dessalinização por osmose inversa.

       


Esta central tem diferentes espaços técnicos, sendo o edifício principal composto por:
  • Reservatórios de água salgada;
  • Galerias técnicas e de bombagem primária;
  • Salas de pré-tratamento;
  • Nave exclusivamente destinada às unidades de dessalinização;
  • Sala de quadros eléctricos;
  • Sala de comando.
Existem ainda os edifícios anexos destinados ao posto de transformação, armazéns e oficina, bem como as galerias subterrâneas de captação de água salgada localizadas na praia sob a camada rochosa semi-impermeável (calcarenitos).
A Central está dimensionada para produzir até um caudal máximo de cerca de 6.900 m³/dia, por intermédio de três unidades de dessalinização.

 

As unidades de produção por osmose inversa são na sua essência compostas pelos seguintes elementos:
  • Bombas de alimentação primária cuja função é elevar a água salgada da cisterna de água bruta, fazendo-a passar pelo sistema de pré-tratamento;
  • Um sistema de pré-tratamento que inclui um sistema de injecção de anti-incrustante e unidades de filtração por filtros de cartucho;
  • Grupos electrobombas de alta pressão e sistemas de recuperação de energia através de turbina do tipo pelton ou permutadores de pressão;
  • Conjunto de módulos de membranas enroladas em espiral montados em vasos de pressão;
  • Conjunto de equipamentos hidráulicos, de instrumentação e de automação para controlo e monitorização de todo o processo.
As águas rejeitadas pelo processo de dessalinização, cerca de 55% a 60%, são novamente devolvidas ao mar com cerca do dobro da concentração de sais existente na água salgada.
Todos os equipamentos da Central Dessalinizadora são controlados e monitorizados a partir de um sistema de supervisão que permite o arranque e paragem das unidades, a verificação do estado geral dos equipamentos, a geração de alarmes e avisos de todas as ocorrências bem como elaboração de relatórios de exploração.
A água produzida pelas unidades de Osmose Inversa é encaminhada para um sistema de tratamento final. Este sistema é composto por um conjunto de filtros com brita calcária onde é feita a mineralização da água e uma unidade de injecção de hipoclorito de sódio. Após o tratamento final a água é encaminhada para um reservatório com cerca de 100 m³ e elevada para o reservatório do Lombo do Atalho por intermédio de um sistema de bombagem, composto por 4 grupos electrobombas com capacidade unitária de 126 m³/h a uma altura de elevação de 65 m c.a..
A partir da Central Dessalinizadora parte um conjunto de condutas adutoras em polietileno de alta densidade com diâmetros compreendidos entre os 315 mm e os 400 mm, com o comprimento global aproximado de 1.500 m, para efeitos da adução aos reservatórios do Lombo do Atalho ou, em caso de necessidade, todo o sistema adutor.
Esta infra-estrutura está ligada ao centro de Telegestão, a partir do qual pode ser comandado por via remota.